segunda-feira, 21 de março de 2022

O JORNAL DOS ESPORTES ENTREVISTA JOSÉ FRANCISCO PINTO, VETERINÁRIO POR FORMAÇÃO E EMPRESÁRIO NA VIDA SOCIAL, QUE SE TORNOU ZÉ CHICO NO FANTÁSTICO MUNDO DA BOLA

 

O Jornal dos Esportes entrevista o Sr. José Francisco Pinto veterinário por formação e empresário na vida social, que se tornou Zé Chico no Fantástico Mundo da Bola e apaixonado pelo Fluminense de Feira Futebol Clube o conhecido Touro do Sertão, que já foi campeão baiano, para saber um pouco de sua trajetória no futebol e o retorno ao comando do clube do coração.  

UM PAPO RETO COM ZÉ CHICO 1º ATO. 

J.E: Zé Chico, a quantos anos você cultiva este amor incondicional ao Fluminense?  

Z.C: Nós começamos a torcer com 5 anos de idade, e uma experiência muito boa porque foi a primeira vez que fui a um estádio de futebol, e apesar da pouca idade na época, fui levado pelo meu pai Miguel Pinto, trajando uma camisa do Fluminense e portando uma bandeira do clube, como poderei esquecer? De lá para cá se fez o amor pela cidade e o amor pelo Fluminense.  

J.E: Qual o primeiro cargo exercido no Touro do Sertão, e em quem você se espelhou para se tornar uma liderança na agremiação?  

Z.C: Aconteceu em 2006 quando fui convidado pelos companheiros Antônio Carlos Machado e Everton Cerqueira, para compor a chapa como vice-presidente administrativo de Everton que foi o presidente e o Antônio Carlos vice-presidente de futebol. Depois o Conselho Deliberativo que estava conturbado no momento, fui eleito para presidi-lo que tinha mais de 300 conselheiros, aí começou minha caminhada. Ao longo dos anos tornei-me diretor de futebol, subimos o clube, fomos campeões da Copa Governador do estado, alcançados série D, conseguimos alguns importantes patrocinadores um pouco mais de 30, e dentre os parceiros veio Jorge Wagner, que bons momentos vivemos. 

J.E:  Zé Chico e o que aconteceu em 2018 uma vez que o clube seguia bem administrado? 

Z.C: Em 2018 elegi-me presidente com dois anos de mandato a serem cumpridos até 2020, mas em 2019 houve uma mudança nos estatutos, e nesta mudança as eleições aconteceriam em dezembro de 2019, e um erro de interpretação neste estatuto fez com que meu mandato terminasse com um ano e seis meses. Para não criar problemas deixamos a presidência e os eleitos assumiram. Dentro dessas administrações, pois em menos de dois anos o Fluminense teve nada menos do que quatro diferentes presidentes, levando o clube ao rebaixamento em 2021. Devido aos desmandos e depreciação do clube, resolvemos concorrer em dezembro de 2021, e voltamos ao clube, eleitos pela maioria dos votos e confiança dos sócios torcedores, assumindo um clube com CT arruinado, loja fechada e outros inúmeros problemas, inclusive com débitos. 

J.E: Bem você tem apenas 105 dias de administração, o que foi possível fazer? 

Z.C: Conseguimos a recuperação do campo de treinamento e as instalações do CT até então destruídas e sem condições de uso, hoje já abriga o Sub-20 que remontamos e vai disputar o baiano da categoria, refizemos a parceria com o fornecedor de materiais e reabrimos em tempo recorde, antes do Natal a Loja, no mesmo espaço de antigamente, que haviam fechado e buscando fazer parcerias com novos esportes que representarão o Touro do Sertão, Volei, basquete, fut-7 entre outras. 

J.E:  A meta para 2022, é o retorno para a série A em 2023, mas é preciso formar um elenco forte, já estás trabalhando este seguimento? 

Z.C: Sim já fizemos uma diretoria porque precisamos montar o time profissional, já contratamos o treinador que é Laelson Lopes, o preparador físico, preparador de goleiros e o técnico do sub 20 que já está trabalhando a equipe, um gerente de futebol, e os seus leitores poderão encontrar todas estas informações no site do clube que também voltou a ter postagens diárias com novas informações, quanto aos atletas seus nomes ainda permanecerão em sigilo até assinatura dos contratos, mas já temos alguns bem adiantados. 

J.E: Estas parcerias e garimpagens que o Fluminense vem fazendo e cidades próximas e com escolinhas, tem surtido efeito? 

Z.C: Sim tem dado resultados e a garimpagem que foi feita em três cidades, partindo para a quarta que é Brejões, já com 4 atletas integrados ao sub 20 treinando, e o trabalho continua, as escolinhas terão seus treinamentos observados por profissionais do clube, e quando o atleta for federado, a escolinha de sua formação, terá sim um benefício, é uma parceria de mão dupla na formação não só de atletas, mas dos futuros cidadãos de Feira e Região. 

J.E: Como foi a reunião do Conselho Arbitral, a coerência entre os clubes, e se a forma de disputada agradou ao Fluminense? 

Z.C: Interessante é que o Fluminense postou no grupo dos presidentes de clubes da série B, a proposta de todos contra todos sendo mais justo na fase de classificação, nas semifinais e final jogos de ida e volta, sendo o mesmo apresentado pela FBF, que foi motivo de comentários entre os presidentes, passou a proposta de Zé Chico. Pela luta que se teve para a aprovação da nova lei de acesso, do esforço dos presidentes em voltarem à disputa, então todos contra todos na fase preliminar, mesmo sendo jogos apenas de ida, as oportunidades são basicamente iguais. 

A proposta de chaveamento, retira do clube com melhor performance nos pontos corridos, podendo perder a classificação para um clube de menor pontuação em sua chave, e que não se enfrentaram, exemplo o Fluminense com 1o pontos, acaba sendo eliminado no quadrangular, por um clube que fez apenas 8 pontos, um dia até poderemos ter chaveamento, mas precisará ser muito bem pensado, 

Este foi o 1º ato do “ PAPO RETO” com o presidente Zé Chico, o 2º ato será às vésperas do certame da série “B”.

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