O Jornal dos
Esportes entrevista o Sr. José Francisco Pinto veterinário por formação e
empresário na vida social, que se tornou Zé Chico no Fantástico Mundo da Bola e
apaixonado pelo Fluminense de Feira Futebol Clube o conhecido Touro do Sertão,
que já foi campeão baiano, para saber um pouco de sua trajetória no futebol e o
retorno ao comando do clube do coração.
UM PAPO RETO
COM ZÉ CHICO 1º ATO.
J.E: Zé
Chico, a quantos anos você cultiva este amor incondicional ao Fluminense?
Z.C: Nós
começamos a torcer com 5 anos de idade, e uma experiência muito boa porque foi
a primeira vez que fui a um estádio de futebol, e apesar da pouca idade na
época, fui levado pelo meu pai Miguel Pinto, trajando uma camisa do Fluminense
e portando uma bandeira do clube, como poderei esquecer? De lá para cá se fez o
amor pela cidade e o amor pelo Fluminense.
J.E: Qual o
primeiro cargo exercido no Touro do Sertão, e em quem você se espelhou para se
tornar uma liderança na agremiação?
Z.C: Aconteceu
em 2006 quando fui convidado pelos companheiros Antônio Carlos Machado e
Everton Cerqueira, para compor a chapa como vice-presidente administrativo de
Everton que foi o presidente e o Antônio Carlos vice-presidente de futebol.
Depois o Conselho Deliberativo que estava conturbado no momento, fui eleito
para presidi-lo que tinha mais de 300 conselheiros, aí começou minha caminhada.
Ao longo dos anos tornei-me diretor de futebol, subimos o clube, fomos campeões
da Copa Governador do estado, alcançados série D, conseguimos alguns
importantes patrocinadores um pouco mais de 30, e dentre os parceiros veio
Jorge Wagner, que bons momentos vivemos.
J.E: Zé Chico e o que aconteceu em 2018 uma vez que
o clube seguia bem administrado?
Z.C: Em 2018
elegi-me presidente com dois anos de mandato a serem cumpridos até 2020, mas em
2019 houve uma mudança nos estatutos, e nesta mudança as eleições aconteceriam
em dezembro de 2019, e um erro de interpretação neste estatuto fez com que meu
mandato terminasse com um ano e seis meses. Para não criar problemas deixamos a
presidência e os eleitos assumiram. Dentro dessas administrações, pois em menos
de dois anos o Fluminense teve nada menos do que quatro diferentes presidentes,
levando o clube ao rebaixamento em 2021. Devido aos desmandos e depreciação do
clube, resolvemos concorrer em dezembro de 2021, e voltamos ao clube, eleitos
pela maioria dos votos e confiança dos sócios torcedores, assumindo um clube
com CT arruinado, loja fechada e outros inúmeros problemas, inclusive com
débitos.
J.E: Bem
você tem apenas 105 dias de administração, o que foi possível fazer?
Z.C:
Conseguimos a recuperação do campo de treinamento e as instalações do CT até
então destruídas e sem condições de uso, hoje já abriga o Sub-20 que remontamos
e vai disputar o baiano da categoria, refizemos a parceria com o fornecedor de
materiais e reabrimos em tempo recorde, antes do Natal a Loja, no mesmo espaço
de antigamente, que haviam fechado e buscando fazer parcerias com novos
esportes que representarão o Touro do Sertão, Volei, basquete, fut-7 entre
outras.
J.E: A meta para 2022, é o retorno para a série A
em 2023, mas é preciso formar um elenco forte, já estás trabalhando este
seguimento?
Z.C: Sim já
fizemos uma diretoria porque precisamos montar o time profissional, já
contratamos o treinador que é Laelson Lopes, o preparador físico, preparador de
goleiros e o técnico do sub 20 que já está trabalhando a equipe, um gerente de
futebol, e os seus leitores poderão encontrar todas estas informações no site
do clube que também voltou a ter postagens diárias com novas informações,
quanto aos atletas seus nomes ainda permanecerão em sigilo até assinatura dos
contratos, mas já temos alguns bem adiantados.
J.E: Estas
parcerias e garimpagens que o Fluminense vem fazendo e cidades próximas e com
escolinhas, tem surtido efeito?
Z.C: Sim tem
dado resultados e a garimpagem que foi feita em três cidades, partindo para a
quarta que é Brejões, já com 4 atletas integrados ao sub 20 treinando, e o
trabalho continua, as escolinhas terão seus treinamentos observados por
profissionais do clube, e quando o atleta for federado, a escolinha de sua
formação, terá sim um benefício, é uma parceria de mão dupla na formação não só
de atletas, mas dos futuros cidadãos de Feira e Região.
J.E: Como
foi a reunião do Conselho Arbitral, a coerência entre os clubes, e se a forma
de disputada agradou ao Fluminense?
Z.C: Interessante
é que o Fluminense postou no grupo dos presidentes de clubes da série B, a
proposta de todos contra todos sendo mais justo na fase de classificação, nas
semifinais e final jogos de ida e volta, sendo o mesmo apresentado pela FBF,
que foi motivo de comentários entre os presidentes, passou a proposta de Zé
Chico. Pela luta que se teve para a aprovação da nova lei de acesso, do esforço
dos presidentes em voltarem à disputa, então todos contra todos na fase
preliminar, mesmo sendo jogos apenas de ida, as oportunidades são basicamente
iguais.
A proposta
de chaveamento, retira do clube com melhor performance nos pontos corridos,
podendo perder a classificação para um clube de menor pontuação em sua chave, e
que não se enfrentaram, exemplo o Fluminense com 1o pontos, acaba sendo
eliminado no quadrangular, por um clube que fez apenas 8 pontos, um dia até
poderemos ter chaveamento, mas precisará ser muito bem pensado,
Este foi o
1º ato do “ PAPO RETO” com o presidente Zé Chico, o 2º ato será às vésperas do
certame da série “B”.

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