quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Vitória inicia 2026 com planejamento estratégico e aposta em jovens no Campeonato Baiano

 
Foto: Ascom Vitória

O Vitória inicia a temporada 2026 com um planejamento que prioriza método e organização, deixando de lado improvisações que marcaram outros momentos recentes do clube. A reapresentação parcial do elenco, visando à estreia no Campeonato Baiano contra o Atlético de Alagoinhas, evidencia uma escolha estratégica clara da diretoria e da comissão técnica.

Enquanto o elenco principal inicia a preparação antecipada para a disputa do Campeonato Brasileiro, a equipe que representará o clube no estadual ficará sob o comando de Rodrigo Chagas, formada majoritariamente por jovens das categorias de base e atletas que retornam de empréstimo. O técnico Jair Ventura tratou de afastar qualquer interpretação de desinteresse pelo Baianão e garantiu autonomia total ao colega para conduzir o trabalho.

Do ponto de vista estratégico, a decisão atende a duas demandas impostas pelo calendário nacional. De um lado, reduz o desgaste físico do elenco principal, que enfrentará uma temporada mais curta e intensa. De outro, resgata o Campeonato Baiano como espaço legítimo de observação e avaliação competitiva, sem relegá-lo ao papel de mera formalidade. Nesse contexto, a autonomia concedida a Rodrigo Chagas deixa de ser simbólica e passa a funcionar como ferramenta efetiva de gestão esportiva.

Os impactos da escolha são objetivos: jovens atletas ganham minutos e visibilidade, jogadores em retorno são avaliados em ambiente competitivo e o clube amplia seu leque de informações para decisões futuras. Ao insistir na manutenção de uma espinha dorsal no elenco principal, Jair Ventura sinaliza a intenção de romper com a lógica de constantes reinícios que historicamente afetou o Vitória, assumindo, contudo, um risco calculado caso o desempenho no estadual não corresponda ao discurso institucional.

Em uma leitura crítica, o principal acerto está na integração do Campeonato Baiano ao planejamento macro da temporada. A delegação real de poder a Rodrigo Chagas indica um grau de maturidade institucional pouco comum em ambientes tradicionalmente pressionados por resultados imediatos. O desafio será sustentar essa coerência quando o calendário apertar e a cobrança aumentar. Sem consistência prática, o discurso tende a ruir. Se conseguir equilibrar formação, competitividade e resultados, o Vitória poderá transformar uma solução circunstancial em um avanço estrutural duradouro.

Fonte: Giro Esportivo com os Craques da bola, rádio web Sotero e Ascom Vitória. 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Com dois jogadores a menos, Vitória busca empate heroico na estreia da Copinha contra o Capivariano

  Foto: Ascom Vitória Mesmo atuando com dois jogadores a menos — um expulso no primeiro tempo e outro na etapa final —, o Vitória mostrou po...